Adriana Calcanhotto

Enguiço

1990 Ainda não avaliado 0 Avaliações
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Informações

Ano 1990
Tipo Estúdio
Gênero MPB
País Brasil
Gravadora Sony Music

Resenha

Luis Fernando Veríssimo, 1990
Durante muito tempo toda cantora gaúcha que vencer no norte será comparada com a Elis Regina e essa é uma doce sina da qual a Adriana não escapou .
O valor da nova cantora se me de pelo inverso do tempo que leva para a comparação perder o sentido e ela passar a ser sua própria referência.
No caso da Adriana, foi rápido. A comparação com Elis é natural e é lisonjeira mas hoje ninguém mais faz. Adriana não é igual a ninguém, não lembra ninguém, não segue ninguém. Ela inaugura outra linhagem.
A imprensa, sempre atrás de sínteses de efeito, disse que antes de ficar famosa no Rio a Adriana cantava em churrascarias em Porto Alegre. Não é bem assim. Adriana cantava até em churrascarias, na necessária luta pelo espaço para aparecer. Em Porto Alegre, isto incluía tanto o sofisticado “pocket-show” de cabaré quanto a churrascaria.
Adriana é um produto desse ecletismo, da apropriação irônica ou não do brega, da teatralidade na mistura de estilos , dessa coisa meio Berlim anos 20 de Porto Alegre. Lembro que na primeira vez que a vi cantar fiquei impressionado com a sua maturidade, apesar do jeito de garotona. Já sabia tudo. Como dominar o palco, como dosar o drama, o humor e a emoção, como se envolver e manter a distância crítica ao mesmo tempo. Está tudo no primeiro disco – o ecletismo, a segurança, a emoção, a ironia - e isto que é apenas o primeiro. O que virá depois nem é bom pensar. O que eu estou dizendo? É ótimo pensar no que ainda vamos ouvir da Adriana Calcanhoto e da sua linhagem.

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