Tom Zé

Estudando o Samba

1976 4.5 de 54.5 de 54.5 de 54.5 de 54.5 de 5 3 Avaliações
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Informações

Ano 1976
Tipo Estúdio
Gênero MPB
País Brasil
Gravadora Continental
Produção Heraldo do Monte (ex Quarteto Novo)
Músicos Arranjos: José Briamonte - Heraldo: Violão, etc. - Edson: Violão, Viola - Dirceu: Bateria - Cláudio: Contrabaixo - Natal, Osvaldinho: Percursão - Vicente Barreto: Violão e palpites - Rosário: Arregimentação e discursos - Eloa, Vera, Sidney e Roberto: Vozes - Pessoal de Santana: Santana, Osório, Vilma, Carlos, Celso, Vagner, Puruca (ou Pituca): Vocais - Odair Corona: Coodenação de Produção - Téo da Cuica: Tambor D' água e outros instrumentos de sua criação (em "A Felicidade") Branca de Neve: Surdo
Capa Walmir Teixeira

Resenha

"De Irará para Salvador, e daí, Rio de Janeiro, São Paulo, etc., etc., enfim, o menino Tom Zé, quando percebeu, estava entregue às andanças a que são levados os artistas para dar seus recados. E por aí foi indo o Tom Zé: levado dentro de si uma enorme carga musical assimilada das festas religiosas e das serestas que participou em sua terra natal, passando pelo que viu e ouviu nas andanças e devolvendo tudo isso de maneira nova e criadora nas suas composições, após as suas mexeções com todo esse tipo de coisas nossas jogadas dentro de uma pipeta de graduação sonora e de acordo com os conhecimentos que adquiriu no Conservatório de Música da Universidade Federal da Bahia.

E por aí foi indo o Tom Zé: poesia, som , som-poesia, tropicália, Salvador, Castro Alves, Vila Velha, mil aplausos, esbarro com ele, alô, olá, estamos aí, 1966. Rio de Janeiro, São Paulo, festival, festival, Tom Zé ganha alguns, vitória, vitória, mas até hoje não lhe fizeram entrega de um dos mais badalados prêmios que tinha direito. Faz muchocho, quando se lembra, mas não para muito prá pensar nesses calotes porque há muito onde jogar o seu talento e ele não gosta de perder tempo.

Por isso, sem perda de tempo, pensou e realizou este disco, onde procurou reunir uma variedade de tipos e de formas rurais e urbanos do samba, dando a cada música a vestimenta que achou mais adequada.

E por aí vai indo o Tom Zé: certo do seu trabalho certo, mas não muito certo de sua aceitação. A ponto de num desabafo - a meu ver, precipitado - ter-me dito que se este LP não circulasse, teria que abandonar o lado de pesquisa de seu trabalho.

O que é isso, amigo? Se esta procurando um pretexto prá tirar uma licença. pode estar certo de que não vai ser desta vez, pois vai ter que trabalhar dobrado. Só espero que não me prive da oportunidade de novamente ser seu parceiro, pois estou aí para trabalharmos juntos, seja em Irará, Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, em etc., ou em etc... Gostei da experiência.

Rio de Janeiro, dezembro de 1975" (ELTON MEDEIROS)
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